
Animal noturno
Andei pelas ruas desérticas e suburbanas
Vi o lado ruim dos homens
Conheci defeitos enormes
Observei mulheres puritanas
Saber o caminho muitas vezes é difícil,
Julguei impossível na vastidão daquela noite
Onde meu sangue jorrava pela jugular
E meu consciente cada vez menos forte
É difícil conter a transformação
Minhas veias queimam
Meus olhos acendem como chamas azuis
A garganta já dá os sinais da sede
Meus poros se fecham
Meu corpo, sangue, pede
Eis a fraqueza do homem
A carne é fraca, como dizem
O desejo já tomou o ímpeto da decência
E a fragrância da essência
Correndo nas veias daquela criança
Fez-me abortar a carência
Jogado à irrelevância
Ser um Ser que nem ao menos sabe:
Qual Ser é, ou
O que é ser
Sim, sou o vampiro ocidental
Que no mundo atual
Perdeu o charme e tornou-se
Totalmente igual
A um animal devastador
Dor
Sentir dor com um possível ardor
De perder a imortalidade
Ter a possibilidade
De alcançar o redentor
E quem seria?
Eu mesmo, o teria?
E se o visse, o que faria?
Sim, sou o vampiro ocidental
Que no mundo atual
Perdeu o amor que um dia o envolveu
Cresceu com o regresso
Do que numa noite aconteceu!
Nenhum comentário:
Postar um comentário