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--> --> --> Caro leitor, este blog existe desde 2007 e tem muitos textos de diferentes etapas da minha vida. Muitos tem um fundo meio melancólico mas não os quis apagar. Aproveite e dê a sua opinião ao fim. Obrigado pela visita. (o autor) <-- <-- <--


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Animal noturno


Animal noturno

Andei pelas ruas desérticas e suburbanas

Vi o lado ruim dos homens

Conheci defeitos enormes

Observei mulheres puritanas

Saber o caminho muitas vezes é difícil,

Julguei impossível na vastidão daquela noite

Onde meu sangue jorrava pela jugular

E meu consciente cada vez menos forte

É difícil conter a transformação

Minhas veias queimam

Meus olhos acendem como chamas azuis

A garganta já dá os sinais da sede

Meus poros se fecham

Meu corpo, sangue, pede

Eis a fraqueza do homem

A carne é fraca, como dizem

O desejo já tomou o ímpeto da decência

E a fragrância da essência

Correndo nas veias daquela criança

Fez-me abortar a carência

Jogado à irrelevância

Ser um Ser que nem ao menos sabe:

Qual Ser é, ou

O que é ser

Sim, sou o vampiro ocidental

Que no mundo atual

Perdeu o charme e tornou-se

Totalmente igual

A um animal devastador

Dor

Sentir dor com um possível ardor

De perder a imortalidade

Ter a possibilidade

De alcançar o redentor

E quem seria?

Eu mesmo, o teria?

E se o visse, o que faria?

Sim, sou o vampiro ocidental

Que no mundo atual

Perdeu o amor que um dia o envolveu

Cresceu com o regresso

Do que numa noite aconteceu!

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