À primeira vista não é bela.
Recentemente amarela,
A folha seca numa fase de transição
Entre o verde e o escuro marrom.
Aquela folha que nascera
Tão pequena e tão bela,
Que encantou por ser frágil, e agora mais frágil
ainda,
Está velha.
Suas rugas já formadas
Da lembrança da água coletada
Transmitem-me a satisfação de uma etapa completada.
Talvez, quando verde, parecesse mais ousada,
Mais bonita e cobiçada
Pelos coloridos insetos vindos da enseada.
Hoje, já quase esquecida, com sua meta cumprida,
No chão, largada.
Pode haver quem pense que não mais serve a folha
seca
Por ser velha e limitada.
Mas agora, sua missão mudou.
Em outro ponto está focada.
Hoje é adubo para outras que,
Antes mesmo de nascerem, já são muito desejadas.

3 comentários:
muito bom
gostei da reflexão
escreva mais textos
abraço
Por meio de outro blog
encontrei o seu.
já pensou em fazer esse tipo de texto em contextos urbanos? Com certeza seria uma visão surreal.
aguardo contato
Fiz alguns... está no início das postagens no blog. depois dá uma olhada e me diz o que achou, pessoa anônima! heheh
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