
Idiota
É... Esse sou eu
Sou um idiota que busca a perfeição
Um santo que busca a redenção
Sou simplesmente um vampiro
Que suga o sangue de quem ama
Que busca prazer e cama
Talvez eu seja egocêntrico
Por me olhar no espelho e sorrir
Por, ao ver meus olhos, sonhar
Por observar-me ao andar
Por levantar o nariz e saber
Que levianos não sabem o que dizem
Quem sabe, sou inteligente
Sensual e atraente
Quem sabe não mudo de pensamentos
Sou constante e amante
De uma pessoa só
Sou sempre correto
Até nas incoerências
Escrevo com rimas que,
Em mim, são imas
Sou incorreto
Não sei ser fiel
Não me seguro numa ideologia
Deixo pessoas ao léu
Não escrevo com continuidade
não tenho idade
Falo de mim como quem se ama
Porém me odeio
Mas não passo a imagem de patinho feio
Passo imagem de arrogante
Sou, dos mortos, o instante
Das horas, o minuto
Dos protestantes, o culto
E, nada, um vulto
A passar...
A vaguear...
A sussurrar...
A amar...
A odiar...
A sofrer...
A escrever...
Não sei escrever
Sou um analfabeto...
De palavras e idéias
Porém, secreto,
Está meus sentimentos
Meu real afeto
Do qual não faço nada sem demonstrar
Os monstros já perceberam
Os homens já beberam
Eu já vivi
Eu já morri
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