Aposto explicativo
Mais uma vez aquele velho adjetivo me persegue. Tento fugir, mas meu objeto continua direto, concreto e decidido a se manifestar toda vez em que me deparo com aquele sujeito que tenta ser oculto, mas se mostra indeterminado. Em meio a frases em que pontos e vírgulas se deslocam e mudam o significado da expressão, sinto-me uma parábola. Tento defronte o espelho saber se eu existo ou se sou apenas um conto, sem valor poético ou métrica. Até então vivia, ou apenas sobrevivia, numa situação parnasiana. Vitrine que encanta e manequim que espanta. Sujeito indefinido que canta os ares da modernidade. Saudade? Do primeiro parágrafo onde não havia discordâncias e onde a síntese da inocência era clara e sincera.
Não há mais espaço, nem para o “ser ou não ser” Shakespeareano e nem para o “eterno enquanto dure” de Vinícius. Há apenas páginas em branco de um livro que deveras chamar-se vida.
Inspirado num conflito, a mim, revelado.
2 comentários:
Os tantos conflitos q nos aparecem...
Pra saber ate onde podemos chegar...
Bjxxx
Muuuuuitoo mais muitooo mas muito Bom!
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