
Pedi ao simpático atendente da padaria Cook’s Hivver:
- Dê-me um punhado de “amor”!
- Pra se consumir aqui ou pra levar pra viagem?
- Para viajar, sonhar, namorar, trocar carícias...
- Sabe que esse tipo de amor custa caro?
- Sei. O preço para obter esse amor, que tanto sonhei, é muito alto. Contudo minhas entranhas já clamam com ansiedade. Sinto-me pronto para alcançá-lo e decidi abrir as portas do meu coração.
- Nesse caso, leve também “precaução” e quem sabe um pouco de “cautela”.
- Não, obrigado! Não quero mais consumir o amor e sim deixar que ele me consuma com todo o fervor que houver. Tive cautela de sobra, muitas precauções... Hoje quero o puro e essencial amor.
- Amor puro pode causar problemas de saúde...
- Falta de amor causa carência, angústia, solidão... Isso sim é que é doença. O amor causa aceleração do coração, volúpia nos membros inferiores, suspiros, sorrisos sem motivo aparente... Se isso é um problema de saúde, mate-me. Mate-me de amor.
Ele entregou-me uma grande quantidade de amor, com um sorriso nos lábios, e disse:
- Não precisa pagar... Amor não tem preço!
- Tens minha gratidão eterna!
- Serás consumido sozinho por todo esse amor?
- Amor para um homem só não é amor, é ilusão...
- Bom saber!
Fiquei em silêncio e completei a linha de raciocínio:
-... O guardarei até a oportunidade de partilhá-lo.
- Senhor... Acaba de ganhar um brinde.
- E o que seria esse brinde, padeiro irmão!
- Nada de muito valor físico ou tomado de paixão. Nada com muito ardor, contudo com muito valor. Leve agora contigo um pedaço do meu coração!
2 comentários:
Adorei, e gostei tanto que vou escrever uma peça baseado neste texto se me permite. Pode deixar, que os agradecimentos irão para você. =D
Beijão!
Eu simplesmente AMEEEI!!
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