Leia-me antes de passar à diante. =D

--> --> --> Caro leitor, este blog existe desde 2007 e tem muitos textos de diferentes etapas da minha vida. Muitos tem um fundo meio melancólico mas não os quis apagar. Aproveite e dê a sua opinião ao fim. Obrigado pela visita. (o autor) <-- <-- <--


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Só o amor


Tentei diversas vezes amar. A vontade de ter alguém por perto sempre foi inerente a mim. E como saberia sobre o verdadeiro amor? Indagava com freqüência. Procurei em lugares onde o amor passa longe e em lugares onde os apaixonados estavam. E mesmo quando outrem surgia com um possível amor, eu não podia senti-lo, não conseguia. Com o tempo a escuridão e o tremor do frio tomaram conta de mim. Logo eu que nunca me senti bem no calor outrora estava incomodado com o frio incessante. Descobri falha no canto dos pássaros. Descobri o tédio dos filmes românticos. Descobri que, aos poucos, não descobria mais nada. Então desisti.
Durante anos da minha vida deixei coisas para trás para ir em busca de amores não correspondidos. Deixei mágoas por não correr atrás de amores que eu não correspondia. A solidão chegou até mim e derrubou-me sobre os papiros e sobre as penas. Já não havia mais tinta. Então, com sangue, escrevi que meu destino não estava vinculado a alguém. Que se fosse necessário eu iria levar minha vida pagã e solitária, como numa possível predestinação.
Eis que surge, de repente, uma luz em minha vida. As palavras que eu ouvia eram do meu inconsciente que resolvera se conscientizar de que eu precisava de ajuda. Não me faltava amor algum. Apenas meus olhos que, entreabertos ou quase fechados, não o podiam notar. Foi assim que decidi amar. Decidi que não me basearia mais no sentimento dos outros, eu iria amá-los mesmo que não houvesse recíproca. Então a minha melhor descoberta: eu podia amar.
Como que de súbito minha mente atraiu a sua. Nos seus olhos e na sua boca trêmula eu percebi que talvez pudesse me causar frustrações. O medo do abandono, da decepção e do arrependimento me tomou de súbito. No entanto, algo em você me passou verdade. Transmitiu-me vontade. Fez eu me apaixonar. O frio do seu lado é mais gostoso, pois nossos corpos se aquecem juntos. Os filmes, vistos com você, se tornaram significativo. Você me fez lembrar o que eu era antes de me perder. E como saberia se corresponderia a tudo aquilo que eu precisava, do carinho que me faltava e do sentimento que até hoje clamo? Como resposta, numa mensagem curta e feita às pressas, disse-me: Eu te amo. Eu quis gritar, correr, chorar e sorrir. E foi exatamente isso que, com o tempo, aconteceu: Meu coração grita o seu, corro até o fim do mundo pra ficar com você, só de estar com você me embaraço a sorrir e de alegria, quando me fala o que sente, me seguro para que não me veja chorar! Eu também amo você!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Prazer


Talvez um pouco de pimenta pra dar sabor
Talvez um pouco de calor pra levantar o fervor
Talvez um pouco de mim no seu furor
Talvez um pouco de você pra fazer amor

Há uma infinidade de formas de agradar
Tem massagem nos pés, tem massagem nas costas
Tudo uma forma de iniciar
Há uma infinidade de formas de agradar
Tem línguas percorrendo o pé da barriga e o pescoço
Tudo uma forma de preliminar

Por acaso leva sua mão às minhas calças
Com carícias inicia a provocação
Eu fraco e inocente dou asas
Para que se inicie a relação
Não que não tenha essas vontades em minha imaginação
Mas eu finjo não saber as coisas que ocorrerão

Por acaso levas a sua boca a locais proibidos
Meus delírios de prazer já são notáveis
Eu fraco e inocente perco um pouco os sentidos
Para que se iniciem seus atos incontroláveis
Não que eu não tenha planejado os seus toques destemidos
Mas finjo não saber das coisas nesses momentos insaciáveis

Agora já sedemos aos nossos instintos
Selvagens, nos despimos
O movimento já tem ritmo
Já alcanço o seu íntimo
Não importa a hora ou minuto algum
Agora nossos corpos já são um.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Punhado de amor


Pedi ao simpático atendente da padaria Cook’s Hivver:
- Dê-me um punhado de “amor”!
- Pra se consumir aqui ou pra levar pra viagem?
- Para viajar, sonhar, namorar, trocar carícias...
- Sabe que esse tipo de amor custa caro?
- Sei. O preço para obter esse amor, que tanto sonhei, é muito alto. Contudo minhas entranhas já clamam com ansiedade. Sinto-me pronto para alcançá-lo e decidi abrir as portas do meu coração.
- Nesse caso, leve também “precaução” e quem sabe um pouco de “cautela”.
- Não, obrigado! Não quero mais consumir o amor e sim deixar que ele me consuma com todo o fervor que houver. Tive cautela de sobra, muitas precauções... Hoje quero o puro e essencial amor.
- Amor puro pode causar problemas de saúde...
- Falta de amor causa carência, angústia, solidão... Isso sim é que é doença. O amor causa aceleração do coração, volúpia nos membros inferiores, suspiros, sorrisos sem motivo aparente... Se isso é um problema de saúde, mate-me. Mate-me de amor.
Ele entregou-me uma grande quantidade de amor, com um sorriso nos lábios, e disse:
- Não precisa pagar... Amor não tem preço!
- Tens minha gratidão eterna!
- Serás consumido sozinho por todo esse amor?
- Amor para um homem só não é amor, é ilusão...
- Bom saber!
Fiquei em silêncio e completei a linha de raciocínio:
-... O guardarei até a oportunidade de partilhá-lo.
- Senhor... Acaba de ganhar um brinde.
- E o que seria esse brinde, padeiro irmão!
- Nada de muito valor físico ou tomado de paixão. Nada com muito ardor, contudo com muito valor. Leve agora contigo um pedaço do meu coração!